Natale Solís de O. Nascimento*
RESUMO
Este
artigo bibliográfico e analítico traz um breve histórico sobre museus e turismo
cultural, relacionando-os. O turismo,
antes de ser tratado como assunto econômico, deve ser discutido como fenômeno antropológico e social
e, sobretudo, uma atividade cultural que proporciona a integração de diferentes
povos e descoberta do novo, o que acrescenta para turistas, autóctones e
habitantes locais. O museu nesse cenário é um espaço de lazer que também cumpre
o papel de difusor do conhecimento, uma vez que zelam por
um acervo a fim de garantir a perpetuação da memória social.
Palavras-Chave: Turismo
cultural. Museus. Lazer. Conhecimento
*Graduada em
Turismo e Hotelaria pela Universidade do Estado da Bahia, estudante de
especialização em comunicação e marketing em mídias sociais.
1 INTRODUÇÃO
Na Europa, o patrimônio cultural e os museus tornaram-se fortes atrativos
turísticos, na América Latina, também, há países como o México, no qual os
museus e sítios arqueológicos são roteiros obrigatórios, como o Museu Nacional
de Antropologia.
O ambiente museal transformou-se paulatinamente
também em espaço de educação e lazer, de acordo com o desenvolvimento de cada
país, aderiu à comunicação interativa através de recursos tecnológicos e ações
junto à comunidade, esses espaços servem
tanto os moradores quanto os turistas. Por esse motivo, reformulações e
investimentos no ambiente museal são necessários para que o serviço oferecido
tenha excelência e qualidade como ambiente de educação, cultura, turismo
e lazer. Afinal, o papel do museu ultrapassa a
exposição oferecida, o espaço é um ambiente educacional que não conta apenas a
história de onde está inserido, pois onde quer que esteja, tem a capacidade de
contar a história do homem e do mundo.
O resíduo dessa interação e das experiências
vividas deveria levar a uma reflexão crítica de ser e estar no mundo como parte
integrante do sistema de relações que engloba passado, presente e futuro. Este
passado, encontra-se em espaços de memória como os museus, que guardam imagens,
textos, objetos e outras heranças que favorecem à expansão da consciência sobre
si, do outro e do coletivo.
2 TURISMO CULTURAL
O turismo
cultural é uma modalidade que consiste no deslocamento de pessoas com o
objetivo de conhecer os elementos tradicionais das comunidades como a história,
etnografia, arquitetura, arqueologia, museologia e outros patrimônios. Segundo
Silberbereg apud Pires (2002, p.67),
o turismo cultural é constituído por “visitas de pessoas de fora da comunidade
receptora motivadas completamente ou em parte por interesse na oferta
histórica, artística, científica ou no estilo de vida, tradições da comunidade,
grupo ou instituição”. Sob outra perspectiva, Wahab (1991, p.26) compreende a
atividade como:
[...]
intencional, e que serve como meio de comunicação e elo da interação entre
povos, tanto dentro de um mesmo país como fora dos limites geográficos dos
países. Envolve o deslocamento temporário de pessoas para outra região, país ou
continente, visando a satisfação das necessidades outras que não o exercício de
uma função remunerada. Para o país receptor, o turismo é uma indústria cujos
produtos são consumidos no local formando exportações invisíveis. Os benefícios
originários deste fenômeno podem ser verificados na vida econômica, política,
cultural e psicossociológica da comunidade.
Enquanto
que para Rodrigues (2001, p. 15), “[...] o turismo cultural, tal qual o concebemos
atualmente, inclui não apenas a oferta de espetáculos ou eventos, mas também a
existência e preservação de um patrimônio cultural representado por museus,
monumentos e locais históricos [...]”. Vale ressaltar que estes bens culturais
são transformados em produtos turísticos, e neste sentido, ainda para Rodrigues
(2001, p. 15) “a atividade turística é produto da sociedade capitalista
industrial e se desenvolveu sob o impulso de motivações diversas, que incluem o
consumo de bens culturais”. Tal prática, leva à uma preocupação a respeito da
cultura, que não deverá se transformar em banalidade em nome de interesses
capitalistas. É necessária a reflexão quanto a importância da conservação,
preservação e valorização do tradicional, original e autêntico, evitando a
espetacularização ou folclorização da cultura.
No turismo de massa é possível encontrar pessoas
que viajam sem fins culturais definidos e acabam por frequentar tais espaços
por encontrá-lo no caminho, ou pelo forte apelo promocional e prestígio que é
contar que esteve naquele local. Ha consequências ambientais e culturais no
turismo de massa, que muitas vezes é constituído por pessoas que não refletem
com criticidade o ambiente visitado. Ruschmann (1991, p. 12) avalia o processo
turístico da seguinte forma:
o maior dos movimentos migratórios da história da
humanidade e caracteriza-se por sua taxa de crescimento constante. Este
incremento responde por diversas e profundas necessidades do ser humano,
bem-estar, expansão e repouso longe das tarefas impostas pelo trabalho
cotidiano. Tenta-se escapar da rotina, conhecer novos prazeres, descobrir novos
horizontes.
Atualmente o turismo cultural
movimenta a economia de vários países. Nos Estados Unidos da América, por
exemplo, segundo Brant (2002, p. 80), “o entretenimento é tido como um dos mais
importantes mercados econômicos, e a arte é concebida como atividade social”. Assim
sendo, o turista cultural busca o que as localidades
têm de original, singular e autêntico, ou seja, ele busca a cultura de um povo, que segundo
Muylaert (2000, p. 18):
“refere-se às atividades no campo da
arte, da literatura, da música, do teatro, da dança ou qualquer outra que
expresse uma forma de organização social, não só como manifestação original e
de características exclusivas de determinado povo, mas também de outros, num
intercâmbio permanente de experiências e realizações [...]”.
Visando
o fortalecimento do turismo cultural, a partir de 1967 os países dos Estados Americanos
assinaram a Carta de Quito que sugere a elaboração de planos, programas e
projetos articulando o patrimônio cultural ao desenvolvimento do turismo. Antes
disto, em 1966, no governo de Castelo Branco, foi criado o Conselho
Nacional do Turismo – CNTUR e a Empresa Brasileira de Turismo – EMBRATUR, atual
Instituto Brasileiro de Turismo. Esta e outras ações como a valorização
turística de monumentos brasileiros, festas e belezas naturais e a sua
divulgação, fizeram com que o Brasil iniciasse esforços para associar
o turismo cultural às outras modalidades já existentes.
3 MUSEUS
A
prática de colecionar objetos é um hábito antigo do homem em diferentes
momentos e sociedades. Para Benchetrit (2010, p.11), “coletar e guardar
objetos, isolados ou como conjuntos, são considerados atos intrínsecos à
natureza humana”. Por isto, é possível que a origem dos museus esteja
relacionada à prática do colecionismo.
Há
registros de que a origem do museu enquanto instituição deu-se na Grécia
Antiga. O mouseîon, assim chamado,
era um local com materiais e estrutura física adequada para estudos, as obras
de artes eram ali colocadas para agradar aos deuses gregos. Estes espaços,
segundo Suano (1986, p. 10), eram:
a casa
das musas, uma mistura de templo e instituição de pesquisa, voltado, sobretudo para
o saber filosófico [...] local privilegiado onde a mente repousava e o
pensamento profundo e criativo, liberto dos problemas e aflições cotidianos
poderia se dedicar às artes e às ciências.
No
Renascimento, os museus já apresentavam características diferentes do mouseîon, eram localizados nas cidades,
guardavam objetos de guerras, colônias ou pertences valiosos de famílias. As
coleções particulares principescas e reais da Itália e França, por exemplo,
priorizavam a quantidade de objetos curiosos e, ao contrário dos dias atuais,
eram expostos amontoados, sem lógica organizacional. A visitação era restrita a
um público seleto. Até o século XVI, os museus funcionavam em prédios fechados
ou castelos, em ambientes restritos e manipulados pela e para a classe
dominante. Suano (1986, p. 26) explica que o ambiente museal era restrito não
apenas pela questão da segurança, mas principalmente pelo comportamento
inadequado dos visitantes:
o grande
problema era que na europa, até o século XVIII e mesmo XIX, era muito grande o
número de pessoas incapazes de ler ou escrever, sem nenhuma educação ou
informação sobre o mundo para além de sua pequena vila ou cidade. E para esse
enorme contingente, coisas raras e curiosas estavam associadas aos circos e
feiras ambulantes. Dessa forma, suas visitas às coleções da nobreza eram sempre
feitas em alegre e “desrespeitosa” algazarra.
No século
XVII, por volta de 1683, foi inaugurado o primeiro museu público da Europa, o
Ashmolean, na Inglaterra, entretanto, a visitação continuava restrita a
estudiosos. Apenas no século XVIII, o Museu do Louvre, na França, abriu
galerias para a visitação indiscriminada, pois conforme Barreto (2007, p.142)
este museu era considerado o “museu do povo”, no qual qualquer pessoa podia
entrar sem pagar, ao contrário dos dias atuais. O objetivo desta ação era
demonstrar às pessoas os incalculáveis valores burgueses após a revolução
francesa.
Em 1857,
o Museu de História Natural de Londres buscou aproximar o público ao suntuoso
espaço, oferecendo bebidas e áreas para descanso dos visitantes. O intuito era
basicamente dinamizar o espaço e torná-lo um ambiente educacional. Entre os
séculos XIX e XX a quantidade de museus cresceu consideravelmente, a este
respeito, Suano (1986, p. 49) relata que “para ter-se uma idéia numérica, basta
dizer que a Inglaterra possuía 59 museus em 1850 e que deste ano até 1914
outros 295 foram criados!”
Apenas
para ilustrar a origem deste aumento, no início do século XIX foram inaugurados
os maiores e mais importantes museus da Europa. Suano (1986, p. 29), pontua: “o
Belvedere de Viena (1783), o Museu Real dos Países Baixos, em Amsterdam (1808),
o Museu do Prado, em Madri (1819), o Altes Museum, em Berlim (1810), o Museu do
Hermitage, em Leningrado (1852)”.
No caso
das Américas, no século XVIII, os Estados Unidos, já contavam com museus
voltados para o público, mediante pagamento. Na América Central, Cuba
destacou-se, foi um dos primeiros países a oferecer atividades educativas nos
museus de arte. Na América Latina, os museus surgiram posteriormente
baseando-se nos moldes europeus com o intuito de demonstrar desenvolvimento. Barreto, 2000, p. 73, explica que:
na maior
parte da América Latina, os museus surgiram no século passado, fundados com a
intenção de “civilizar”, ou seja, de trazer para o novo mundo os padrões
científicos e culturais das nações colonizadoras. Os museus seriam, dessa
forma, instituições transplantadas, criadas dentro dos ideais positivistas do
progresso.
Na
América do Sul, os museus mais antigos são o Museu Real e o da Escola Nacional
de Belas Artes, criados por D. João VI no início do século XIX no Rio de
Janeiro.
Mesmo
com a existência destes e de outros museus, apenas em 1946, com a criação do
Conselho Internacional de Museus – ICOM, deu-se novos rumos à museologia, seu
espaço e função. Este Conselho definiu
os museus como:
uma
instituição permanente, sem finalidade lucrativa, a serviço da sociedade e do
seu desenvolvimento, aberta ao público, que realiza pesquisas sobre a evidência
material do homem e do seu ambiente, adquire-a, conserva-a, investiga-a,
comunica e exibe-a, com a finalidade de estudo, educação e fruição [...]
institutos de preservação e galerias de exposição permanente de bibliotecas e
centros de documentação; sítios e monumentos arqueológicos, etnográficos e
naturais; sítios e monumentos históricos que tenham natureza de museus pelas
atividades de aquisição, conservação e comunicação; instituições que mostrem
espécies vivas, tais como zoológicos e jardins botânicos, aquários, viveiros,
etc.; reservas naturais, centros de ciências e planetários. (ICOM, apud BARRETO, 2000, p. 55-56)
As transformações no ambiente museal,
denominada nova museografia, conforme Nascimento Júnior (2010, p. 25), reúne
princípios como “instituição, comunidade, público, patrimônio, desenvolvimento
e identidade”. Vale ressaltar, no entanto, que este processo não pode ser
entendido, como outrora, em civilizar, e sim em educar.
Por
conta destas transformações, ao contrário dos primeiros museus, as instituições
do século XXI estão abertas a qualquer público, visando democratizar o acesso,
dinamizar o acervo e transmitir reflexões críticas aos diversos tipos de
público, atingindo cada indivíduo de maneira única, de acordo com as
necessidades e objetivos de cada um. Isto contribui para o enriquecimento
qualitativo da sociedade. Visando esclarecimento, Benchetrit (2010, p.13)
afirma que “o museu vem incorporando as mais diversas formas e instrumentos
para implementar a comunicação com a sociedade. Isso pode ser observado através
de exposições, dos programas educativos, da pesquisa e produção científica, das
publicações e das atividades de lazer cultural”.
Assim sendo, o ambiente museal
tornou-se um espaço que procura proporcionar ganhos intelectuais à comunidade,
permitindo ao indivíduo frequentador a sensação de familiaridade e
pertencimento do museu. Tais mudanças levaram algumas instituições culturais a agregar aos serviços convencionais, segundo
Barreto (2000, p. 59):
[...] confecção e venda de souvenirs,
reproduções, réplicas, catálogos e no oferecimento de cursos e palestras, assim
como de apresentações teatrais, oficinas e equipamentos de oferta alimentar
(cafés e restaurantes) [...] que deixam uma porcentagem do seu faturamento para
o museu, além de atrair grandes quantidades de público.
Esta procura foi favorecida pelo
turismo, que na visão de Nascimento Júnior (2010, p.
25) “a atividade museal tem a capacidade de dinamizar e promover o turismo
local, e, em especial, de estimular o turismo cultural, entendido como um fator
de atração do turismo nacional e internacional.”
3.1
CLASSIFICAÇÃO DE MUSEUS
De
acordo com Barreto (2000), os museus são classificados por disciplinas, tipos
de acervos e arquitetura. Podem ser de iniciativa pública e/ou privada. No caso
das disciplinas, são classificados como museus de arte, história, antropologia,
ciências & tecnologia, sempre de acordo com a natureza preponderante do seu
acervo. Os museus de arte expõem obras como esculturas, pinturas, fotografias e
afins. Os de história, buscam representar algum período histórico, através de
objetos de época, a exemplo dos museus militares e memoriais. Os de
antropologia, estão ligados à cultura, etnologia, etnografia, apresentam
manifestações culturais, povos e grupos étnicos. Os de ciência &
tecnologia, dedicam-se a exposições, atividades e outras relacionadas às
ciências como planetários e demais espaços que apresentam curiosidades
relacionadas à física, astronomia, medicina, entre outras áreas do saber.
Quanto
à classificação por tipo de acervos, poderão ser museus:
a] generalizados, que possuem acervo heterogêneo e
diversificado;
b] especializados, são formados por coleções
específicas como os
numismáticos, por exemplo, voltados para moedas e medalhas;
c]
mistos,
são aqueles que reúnem acervos generalizados e especializados.
No
caso da classificação por arquitetura, está relacionado ao que se abriga.
Assim, os museus podem ser de interiores, ao ar livre ou ecomuseus. Os museus
de interiores são aqueles em que a propriedade foi comprada ou construída com a
finalidade de guardar e expor seu acervo.
Os
museus ao ar livre, procuram recontar uma história da forma mais original
possível, buscam retratar um cotidiano em áreas amplas, abertas e no seu
contexto natural. Assim, o patrimônio natural pode estar exposto em museus de
ciências naturais, aquários, jardins botânicos, zoológicos e parques naturais.
Os ecomuseus caracterizam-se pela
reunião de objetos e outros acervos da, pela, para e com a comunidade, por isso
a ecomuseologia é conhecida também como museologia comunitária, que vem se
desenvolvendo na modernidade, procurando inserir o homem nas ações
museológicas, de forma sustentável, para que juntos caminhem de forma ativa e
conjunta, de acordo com a realidade no qual estão inseridos.
Tanto
na iniciativa pública ou privada, os museólogos muito reclamam da escassez de
recursos e anseiam por políticas públicas que favoreçam o segmento cultural e consequentemente, a qualidade de
vida e educação da sociedade. Dada a relevância desse assunto, faz-se
necessária uma breve explanação das políticas públicas para museus no Brasil.
3.2
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MUSEUS NO BRASIL
As
políticas públicas para os museus estão relacionadas à criação do Ministério da
Cultura - MinC, em 1985 e do Fundo Nacional da Cultura – FNC em 1991, junto a lei Rouanet que será explicada
adiante.
O
MinC, tem lançado editais com base na Política Nacional de Museus. O objetivo é
apoiar financeiramente projetos culturais que favoreçam a modernização e a
implantação de tais espaços culturais.
A
respeito do Fundo Nacional, Brant (2002, p.67) explica que “o governo federal
utiliza o Fundo Nacional da Cultura – FNC, criado em 1991, como instrumento
para amenizar a má distribuição dos recursos públicos. Este é mantido comumente
por verbas das loterias federais, que transforma os valores arrecadados em
projetos culturais”.
Ainda em
1991 foram criados o Programa Nacional de Apoio à Cultura – Pronac, e a lei
Rouanet, que juntos desenvolvem mecanismos para as políticas públicas no
cenário cultural. A referida lei oferece descontos que variam entre 66% e 100%
do imposto de renda às pessoas físicas ou jurídicas que apoiarem atividades
culturais. Para as empresas, este processo constitui-se em uma ação de marketing institucional obtendo
visibilidade, por associarem sua marca à responsabilidade sociocultural, como
são os casos da Petrobrás, Itaú, Banco do Brasil, Caixa, Votorantim, dentre
outras.
Além das
leis federais, existem no Brasil leis estaduais e municipais que são
cumulativas, ou seja, permite que um mesmo projeto seja contemplado nas três
esferas, entretanto, não são todos os estados ou cidades que ainda contam com
tais incentivos culturais.
No
ano de 2009, foi criado o Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM para coordenar
as ações ligadas à museologia em todo o país, melhorar os serviços do setor e:
tem como
prioridade garantir a aquisição de equipamentos, material permanente e acervo,
com valores que oscilam entre R$ 100 e R$ 200 mil. Em 2007, também foi criado o
edital mais museus, com a finalidade de apoiar a criação de museus em cidades
com até 50 mil habitantes. (REVISTA ESPECIAL DA VII SEMANA NACIONAL DE MUSEUS,
2009, p.6)
Em 2010,
este Instituto lançou uma agenda com o Plano Nacional Setorial de Museus - PNSM
para os próximos dez anos. Nele estão contidas medidas que visam estimular,
promover e fortalecer as atividades museais no país. Entre os eixos temáticos
encontram-se propostas para a gestão de museus, capacitação de profissionais,
preservação de acervos, acessibilidade, modernização, dentre outros temas.
No ano de 2011, o IBRAM publicou a Portaria nº
232, que estabelece o funcionamento mínimo dos museus seis dias por semana, sem
agendamento prévio, e a partir de quatro horas nos sábados, domingos e
feriados, já que a maior parte da população tem disponibilidade de tempo para o
lazer nos finais de semana. Segundo pesquisa do IBRAM, apenas 55,5% dos museus
abrem aos sábados; 43%, aos domingos.
Ainda
neste ano, foi aprovado o Fundo Nacional de Desenvolvimento dos Museus – FNDM,
para apoiar projetos especificamente relacionados à museologia, dessa forma, os
museus não precisam disputar verbas com teatro, dança, música, cinema e todas
as outras manifestações culturais.
4 CONCLUSÃO
Com o crescimento constante da atividade turística,
outras modalidades de turismo foram sendo praticadas, a exemplo do turismo
cultural. Essa vertente consiste
no deslocamento de pessoas com o objetivo de conhecer os elementos tradicionais
das comunidades como a história, etnografia, arquitetura, arqueologia,
museologia e outros patrimônios.
Os museus, por sua vez, são ambientes de preservação,
conservação e perpetuação do patrimônio. De
início, eram ambientes separatistas e excludentes, pois se restringiam para as
classes dominantes. Ao longo dos anos o ambiente museal atravessou inúmeras
transformações, a fim de democratizar o acesso e desfazer a imagem de espaço
elitista que de certa forma perdura até os dias atuais. O esforço baseia-se em
ações junto a comunidade, oferecendo atividades educativas e de lazer.
Ultimamente
as políticas públicas municipais, estaduais e federais têm dado maior atenção
aos museus, na tentativa de fomentar e apoiar tais instituições. Oportunidade
para que recursos sejam destinados para modernizar, equipar, informatizar e
possibilitar que as instituições culturais "apareçam" e se faça
presente de forma positiva na vida das pessoas.
Com este
panorama, nota-se a importância das políticas públicas para os museus, que se
constituem em instituições voltadas para pesquisa, difusão do conhecimento e
preservação do patrimônio, de utilidade pública, contribuindo para o desenvolvimento
intelectual da sociedade e no incremento turístico das cidades que trabalham
com este segmento.
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